Não sou muito bom nesse negócio de tristeza, pelo simples fato de não saber o que fazer com ela.
Essa tal de tristeza chega, me abraça, me beija e enfia sua língua métrica garganta abaixo e eu sufoco, embrulho e enlouqueço...
Talvez um porre ajudasse a tirar a tensão do peito, nos momentos em que ela chegasse, mas não sei sentar e beber pra afogar as mágoas. Álcool, pelo menos pra mim, é ritual de infelicidade...
Falar da tristeza também não serve, me faz sentir ridículo...
E também, colocar sobre a mesa aquela coleção miserável de nadas irrelevantes e convencer alguém de que o conjunto constitui um grande drama é muito imbecil e cansativo... Ao menos para mim...
Assim, nesses casos, desisto sempre, antes mesmo de começar!
Posso afirmar algo que tenho certeza absoluta! Chorar e chorar e chorar só acrescenta à tristeza uma tremenda dor de cabeça, olhos inchados e nariz deformado. Aprendi que tenho de esperar passar... E quando passa, nem a lembrança fica...
Acredite... Sou pior de paciência do que de tristeza...
Essa é uma grande verdade!
Ivânio Lima Martins
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