Diante de situações trágicas, entre elas a morte, muitas vezes a existência parece perder o sentido. Independentemente das crenças que cultivamos sobre vida após a morte, tratemos desta vida, a que temos e vivemos aqui e agora... Você já deve ter se perguntado um dia: - Se vamos morrer, qual o sentido da vida? Por que fazemos as coisas que fazemos? Somos seres finitos, morremos. Contudo, não sabemos, exatamente, quando e como morreremos... Mesmo assim, fazemos planos, projetos de vida, como se fôssemos imortais! Mesmo assim nos digladiamos uns com os outros... Mesmo assim nos ferramos e nos magoamos mutuamente... Para que? Em nome do que?
Somos seres minúsculos diante da grandeza do universo e muito do que gostaríamos de fazer se torna impossível diante de nossos limites. Somente quando conhecermos as possibilidades existentes no universo, ou quando conhecermos os elementos necessários para construir novas possibilidades, ai sim se ampliará os nossos limites.
Na verdade, talvez o sentido da vida esteja, exatamente, além de nós mesmos e precisemos descobrir o que nos transcende para compreendê-lo. Talvez não tenhamos condições de captar ou de compreender o que nos transcende, pois nosso aparelho mental e perceptivo não permite, já o nosso aparelho espiritual, esse sim... esse consegue alcançar tal entendimento...
Por mais estranho que possa parecer, devemos nos adaptar as condições da morte, da mesma forma que devemos nos adaptar as condições de vida...
Viver feliz é viver sem temores, sem receios, sem rancores... É entender a ausência e aceitá-la...
Ivânio Lima Martins
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